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| dep. Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) |
“Essa proposta do governo inaugura a era da mediocridade da medicina brasileira”, afirmou o deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) ao criticar a aprovação do relatório do deputado Rogério Carvalho, na Comissão Mista que examinou a MP 621/13, que institui o programa “Mais Médicos”. A base aliada atuou por quase quatro horas para evitar mudanças no texto original. O texto da MP precisa ser votado nos plenários da Câmara e do Senado, até o dia 05 de novembro, quando perde a validade.
Para o parlamentar democrata, é lamentável que um Congresso legisle sobre a vida da população brasileira, permitindo pessoas atuarem no Brasil, sem conhecimento da língua portuguesa e sem a prova de validação de diplomas. “O Brasil é o único pais do mundo sem nenhum tipo de regra para o exercício da medicina”, assinalou.
“Foi aprovada uma MP eleitoreira, em cima do sacrifício de vidas. O povo que hoje está sendo induzido por uma propaganda vai experimentar a falência da saúde pública brasileira. Esse programa é uma farsa, um engodo. Teremos um encontro da nação com aqueles que estão inaugurando a era da mediocridade", disse o deputado em referência às eleições do próximo ano.
Ele se mostrou decepcionado com regras criadas pelo governo que ampliam o tempo de formação do médico no Brasil e com a obrigatoriedade para o estudante universitário atuar por dois anos no Sistema Único de Saúde. “Essa MP aumenta, por exemplo, o tempo de formação de profissionais na área de trauma e anestesia, especialidades com grande demanda. Em breve, deputados e senadores passarão pelo constrangimento de ter que revogar esta lei que criou a programa”, acentuou Mandetta.
Nas redes sociais, o deputado democrata continuou com os argumentos contrários a proposta aprovada. “Sem direitos trabalhistas, sem garantias, acabando com as sociedades de especialidades, com as associações que há mais de 100 anos prestam serviço ao país acabando com o registro profissional nos conselhos, deixando a sociedade totalmente desguarnecida. Uma votação para entrar na história como um dos piores projetos aprovados em uma comissão nesta casa”, criticou Mandetta.
Fonte: ASSECOM
