PSB agenda debate para “juntar os cacos” e discutir pleito de 2012 - Jornal Correio MS

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03/09/2011

PSB agenda debate para “juntar os cacos” e discutir pleito de 2012


Murilo: pendências a serem equacionadas no PSB


Dividido em função da recente decisão que levou o prefeito de Dourados, Murilo Zauith, a tomar o comando estadual da sigla das mãos do ex-deputado Sérgio Assis, com o apoio do presidente nacional do partido, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, o PSB de Mato Grosso do Sul tentará “juntar os cacos” na próxima semana.

Vai ser durante reunião em que os socialistas irão discutir, na Capital, as estruturas dos novos diretórios provisórios que o partido montou no Estado, visando às eleições municipais do próximo ano. 


Na análise de alguns socialistas, a reunião promete ser bastante movimentada e tensa. Tudo porque a sigla opera hoje em três frentes diferentes, por conta de insatisfações nas mais diferentes correntes do PSB, fomentadas pela ascensão de Zauith ao comando socialista e, por outro lado, pela redução de poder de Sérgio Assis, que por muito tempo deu as cartas no comando do partido em MS. 


Há também um terceiro ingrediente no conjunto de insatisfações que norteiam a atuação do PSB regional: o mandato do deputado Lauro Davi, que conta muito na hora em que o partido for para os debates acerca das questões estruturais da sigla e que decidirão o lado em que estarão os socialistas no pleito de 2012.


Incógnita 


Um outro item que coloca em lados opostos os socialistas e que deverá ser incluído no rol dos duros debates que deverão nortear os próximos encontros do PSB é a questão que envolve as próximas parcerias político-partidárias que a sigla fará, no espectro político regional, no próximo ano.


Desgrudado do grupo político comandado pelo governador André Puccinelli (PMDB) depois que abandonou o DEM, Zauith, por exemplo, ainda não deixou claro para que lado penderá no pleito que se avizinha: se permanecerá, mesmo que informalmente, dando respaldo ao grupo do governador, ou se vai se atrelar, no Estado, ao PT da presidente Dilma Rousseff, partido com o qual os socialistas operam em nível nacional e um dos motivos que fizeram o prefeito de Dourados a trocar de legenda, recentemente, visando se aproximar de Dilma e, consequentemente, ter o respaldo de seu governo no campo de obras e repasses de recursos federais.


Portanto, o encontro dos socialistas da próxima semana deverá vir revestido de acalorados debates e considerações inflamadas acerca de, num primeiro plano, como a sigla poderá trabalhar, internamente, para atender aos anseios das suas diferenciadas correntes e, num segundo plano, como, equacionada esse problema, o partido se comportará nas urnas daqui a 13 meses, quando serão escolhidos os novos dirigentes dos 78 municípios, além dos vereadores dessas cidades.


Fonte: conjunturaonline
Por: Gilmar Lisboa
Foto: divulgação