POLITICANDO| Por Jota Menon - Jornal Correio MS

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26/05/2020

POLITICANDO| Por Jota Menon


CONTRÁRIAS 

As senadoras de Mato Grosso do Sul Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (SL) são contrárias à Proposta de Emenda Constitucional – PEC – que prorroga os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores sob a alegação de economia e unificação das eleições em um mesmo ano. 

CONTRÁRIAS (1) 

Simone Tebet é contra a PEC, mas afirma que sobre o adiamento, não é uma ‘questão de concordar, achar ou querer. Estamos nas mãos da Covid-19. Tudo vai depender de quando poderemos estar em filas ou aglomerações com segurança, mas já há maioria no parlamento para votar pelo menos o adiamento da eleição para novembro ou dezembro.”, disse. 

CONTRÁRIAS (2) 

Soraya concorda com a parlamentar em adiar as eleições por, no máximo, 120 dias, encerrado o estado de calamidade pública, mas não prorrogando por tanto tempo os mandatos atuais. “É necessário que seja considerado o adiamento das eleições para preservar a saúde das pessoas e também para que elas possam ir às urnas com a serenidade e calma que esse momento de escolha dos representantes exige”. 

FAVORÁVEL 

O senador Nelsinho Trad (PSD) é coautor da proposta, apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL/MT). A ideia é unificar o processo eleitoral que, em 2022, permitiria a escolha de presidente da República, governadores de Estados e do Distrito Federal, prefeitos, senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores em uma só eleição. Matéria com esse teor está sendo veiculada nesta edição do “MH”. 

NÃO ASSINOU 

A Secretaria-Geral da Presidência admitiu, em ofício enviado à Polícia Federal, que o então ministro da Justiça Sergio Moro não assinou o decreto de exoneração do delegado Maurício Valeixo da direção-geral da PF, publicado no Diário Oficial do dia 24 de abril com o nome do presidente Jair Bolsonaro e o do então ministro logo abaixo. 

PRAXE 

Na resposta, a Secretaria-Geral afirma que é "praxe" no governo colher a assinatura física do ministro só depois da publicação do decreto no Diário Oficial e, sob esse argumento, alega que não houve irregularidade na utilização do nome do então ministro da Justiça no decreto. Diz ainda que o decreto foi refeito depois que Moro apresentou discordância com a demissão. 

DESQUALIFICADO 

Deputados de Mato Grosso do Sul botaram a boca no trombone depois da divulgação da malfadada reunião ministerial de 22 de abril em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, vocifera palavrões, ao tempo em que alguns ministros vomitam impropérios que, num país sério, seriam impublicáveis. Os parlamentares estaduais que opinaram sobre o tema disseram que o país está vivendo um “governo desqualificado”. 

O QUE DISSE PEDRO KEMP 

O deputado estadual Pedro Kemp, líder do PT, disse que a fala do presidente que confirmou a intenção de intervir na Polícia Federal e dos seus ministros chamou a atenção. “{O presidente} Querendo armar a população, o ministro da Educação sugerindo prender ministros do STF, o ministro do Meio Ambiente propondo aproveitar a pandemia para flexibilizar a legislação ambiental e a ministra Damares propondo prender governadores. Uma verdadeira ‘sala de ensaio fascista’” discursou o petista. 

O QUE DISSE FÁBIO TRAD 

Conforme avaliação do deputado federal Fábio Trad (PSD), no que diz respeito ao inquérito, o vídeo não revelou nada que pudesse alterar o que já havia sido noticiado. “Sobre o contexto geral, a reunião me pareceu um desfile de patologias psiquiátricas. Weintraub (ministro da Educação) é caso de internação e não estou exagerando. Já Damares integra uma outra tipologia que é a do ‘não sei o que estou fazendo aqui e nem para onde vou’”. 

O QUE DISSE FÁBIO TRAD (1) 

Trad diz ainda ter achado grave a intervenção do Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente. “Quanto a Bolsonaro, a sua fala sobre armar toda a população é a confissão de que pretende disseminar a violência e possivelmente um conflito fratricida no país. Destaco que na reunião se falou de tudo, menos da pandemia. Muito preocupante”. 

O QUE DISSE DAGOBERTO 

Por fim, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) ficou encabulado com o vídeo, segundo suas palavras. “Como que este povo pode nos liderar em momentos difíceis como o que estamos passando? Vi a fisionomia do ministro da Saúde, recém empossado e já destituído, o que ele estaria fazendo naquele bando de loucos, parecia mais um programa humorístico do Didi Mocó (os Trapalhões)” disse o parlamentar que, assim como seus colegas, fez tais relatos ao site Midiamax de Campo Grande. 

VIVA O PORCO! 

Acho que em poucos dias teremos jogos novamente. Aliás, na noite do domingo para a segunda-feira até sonhei que meu Verdão estava em campo novamente encantando o mundo com seu futebol magnífico. Viva o Porco!