A previsão é de que o acordo esteja em operação em 60 dias
Um acordo feito entre o Brasil e a Colômbia poderá triplicar as exportações de automóveis para aquele mercado no prazo de três anos. Em 2016, foram vendidas 17,5 mil unidades para os colombianos; número que pode chegar a 50 mil. No mesmo período, o total de veículos exportados pelo Brasil chegou a 520 mil, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A previsão é de que o acordo esteja em operação em 60 dias.
"É uma medida importante, de grande interesse das montadoras instaladas no Brasil, mas sobretudo um passo a mais na direção da integração regional, com diversas possibilidades comerciais entre nossos países", disse ao Estado o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. "É uma grande vitória para ambos."
O acordo também deve zerar a alíquota de 16% do Imposto de Importação, exigido nas vendas de automóveis para a Colômbia. O documento estabelece cotas para que os países possam exportar automóveis, vans e veículos comerciais leves, com alíquota zero. Essas cotas são de 12 mil unidades no primeiro ano, 25 mil no segundo e 50 mil do terceiro ao oitavo anos. Depois disso, haverá uma revisão. Se ela não for feita, permanecem os 50 mil.
Em reciprocidade, a Colômbia poderá exportar as mesmas quantidades para o País sem recolher impostos. Os colombianos acreditam que iniciarão suas vendas ao Brasil em aproximadamente um ano e meio, já que, atualmente, o país não produz automóveis.
O comércio de automóveis para a Colômbia faz parte do Acordo de Complementação Econômica (ACE) 59, mais amplo, assinado em 2015, que trata de outros produtos industriais e também do setor de serviços. Porém, sua implementação estava emperrada. Vinha sendo objeto de negociação desde junho do ano passado, quando Pereira esteve em Medellín e se reuniu com a ministra do Comércio, Indústria e Turismo, Maria Claudia Lacouture.
Fonte: Estadão
