São Gabriel do Oeste na inclusão de novas escolas e sensibilização de educadores e pais para erradicar o trabalho infantil
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| Foto: Thiago Holsback |
A prefeitura de São Gabriel do Oeste em parceria com o MPT – Ministério Público do trabalho realizam o Projeto MPT Na Escola, a iniciativa já está em atividade no estado de Mato Grosso do Sul desde 2012 em outros municípios, agora é a vez de São Gabriel receber na rede municipal de ensino este projeto que tem por objetivo formar uma rede de combate ao trabalho infantil.
Representantes de diversos municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo São Gabriel do Oeste reuniram-se na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 24ª Região, em Campo Grande.
O encontro foi praticamente um retorno à sala de aula, com uma peculiaridade, na ocasião os educadores é que estavam sentados e atentos para aprender um pouco mais sobre a lição “Trabalho Infantil”.
Importantes dados, como prejuízos do trabalho infantil para a educação; papel da escola no fortalecimento do Sistema de Garantia de Direito; capacidade dos educadores para identificar crianças e adolescentes em situação de trabalho; entre outras questões foram abordadas no encontro.
O objetivo do projeto é iniciar mudanças concretas e contínuas, capazes de inverter o rumo da vida de muitas crianças e jovens, tirando o discurso de combate ao trabalho infantil do campo de ideias, passando para a ação.
A procuradora do trabalho Cândice Gabriela Arosio desafiou os participantes para “o rompimento de barreiras culturais, que dificultam a efetivação dos direitos da criança e do adolescente”. Segundo ela, é preciso afastar a aceitação do trabalho precoce por parte da sociedade. “O apoio dos educadores é fundamental para enfrentarmos a evasão e o baixo rendimento escolar, que estão entre as consequências do trabalho infantil”, sustentou Cândice, também à frente da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (COORDInfância) no âmbito do MPT/MS.
O projeto “MPT na Escola” é dividido em cinco etapas e, na prática, funciona assim: por meio de acordos de cooperação, técnicos das Secretarias de Educação são capacitados em oficinas para atuar como coordenadores municipais do programa; após, diretores, coordenadores pedagógicos e/ou professores recebem instruções e multiplicam o saber nas unidades escolares, compartilhando as orientações com os demais educadores; estes, então, abordam o tema trabalho infantil em sala de aula e incentivam os alunos a produzirem tarefas que permitam avaliar a eficácia do projeto.
Além de oferecer material pedagógico, sugerindo a inclusão do assunto no currículo das escolas, o Ministério Público do Trabalho também articula parcerias junto a outros atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, acompanha e avalia a execução do projeto. Somado a isso, o MPT realiza debates e palestras nas escolas, com foco na conscientização dos pais para que não explorem nem tolerem a exploração do trabalho de crianças e adolescentes.
O objetivo do projeto é que os alunos, após aprender sobre o que é o trabalho infantil e suas consequências, produzam atividades de artes cênicas (esquete teatral), artes visuais (pintura e desenho), composição (música e paródia) e literatura (conto, história em quadrinhos e poesia).
Fonte: ASSECOM
Por: Thiago Holsback
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