Lista inclui vice-governadora e deputados
| Flávio César após reunir-se com procurador-geral de Justiça, na quarta-feira (Divulgação / CMCG) |
Os 29 que eram vereadores quando a Câmara Municipal cassou o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), serão chamados a dar esclarecimentos ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O órgão investiga se houve compra de votos de parlamentares para cassar o então chefe do Executivo Municipal.
A informação foi passada pelo procurador-geral de Justiça, Humberto Brittes, ao presidente da Câmara Municipal, vereador Flávio César (PTdoB). O parlamentar foi à sede do MPE (Ministério Público Estadual), na quarta-feira (9), avisar oficialmente que a casa instituiu Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar.
O colegiado foi criado após pedido de providências da PGJ sobre a investigação de parlamentares, suspeitos de integrarem suposto esquema de corrupção para cassar Bernal. A cassação foi feita, com o voto de 23 dos 29 vereadores.
Até onde se sabe, nove vereadores são investigados: além de Mario Cesar (PMDB), afastado da presidência da Câmara, no dia 25 de agosto foram conduzidos ao Gaeco para depor Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB) e Jamal Salem (PMDB), além de Eduardo Romero (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB) e Flávio César (PTdoB) que tiveram, junto com os demais, os celulares apreendidos. No entanto, o Gaeco tem chamado também muitas pessoas na condição de testemunha – os procedimentos são todos sigilosos.
Da cassação de Bernal para cá, no entanto, mudou a configuração na casa. Juliana Zorzo (PSC) saiu com a volta de Herculano Borges (SD), mas já foi depor; Zeca (PT) e Elizeu Dionízio (SD) foram para a Câmara Federal; Alceu Bueno (sem partido) renunciou ao cargo – outro que também já falou com os promotores; Grazielle Machado (PR) foi eleita deputada estadual; e Rose Modesto (PSDB) foi eleita vice-governadora – esta, pelo cargo que ocupa, tem a prerrogativa de escolher onde vai falar, não precisa necessariamente ir até a sede do Gaeco.
Fonte: Midiamax
Por: Waldemar Gonçalves e Wendell Reis
Link original: http://www.midiamax.com.br/politica/gaeco-chamara-todos-eram-vereadores-cassacao-bernal-273418