Nelsinho e Simone defendem ferrovias até os ortos a MS ser mais competitivo - Jornal Correio MS

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02/06/2014

Nelsinho e Simone defendem ferrovias até os ortos a MS ser mais competitivo


Em visitas a Iguatemi, Eldorado e Bataguassu neste final de semana, os pré-candidatos do PMDB ao Governo do Estado, Nelsinho Trad, e ao Senado, Simone Tebet, defenderam a construção de ferrovias já planejadas pela atual administração para escoamento da produção que é exportada. “Tirar do papel as ferrovias que escoarão a nossa produção, via portos de Paranaguá e Santos, além de abastecer os mercados nacionais, é essencial para tornar os produtos de Mato Grosso do Sul mais competitivos”, afirmou Nelsinho Trad Filho, em reunião com as lideranças políticas do Cone-Sul.

O pré-candidato disse que há mais de sete anos a administração federal reconhece essas prioridades de logística, mas não conseguiu iniciar nenhuma das duas frentes de obras, “apesar das reiteradas promessas e anúncios”.


Nelsinho explicou que o atual governo do PMDB, está terminando de asfaltar e recapear 3.600 quilômetros e rodovias, integrou todos os municípios por estrada asfaltada e forma que “buscar executar esses projetos estruturais agora é o caminho a ser seguido na área de logística”.

Em um mercado global cada vez mais competitivo, Simone Tebet destacou em Bataguassu que o Brasil não pode mais penalizar o agronegócio com a falta de boas estradas e ferrovias para escoar as safras de grãos que se destinam ao mercado internacional. “Nós vamos trabalhar muito no Senado e junto ao futuro presidente para iniciar essas obras em 2015, não podemos esperar mais”. Ela disse que está provado que grandes volumes de mercadorias devem ser transportados por via férrea, o que barateia o frete e facilita ao acesso aos navios na hora do embarque nos portos.


As duas ferrovias são bastante conhecidas, principalmente porque foram anunciadas pela presidenta Dilma, mas nada aconteceu. Um dos trechos é a ligação de Maracaju e Dourados a Cascavel, onde há ferrovia até o Porto de Paranaguá. Esse traçado desde 2007 faz parte dos Projetos Estratégicos de Desenvolvimento do Governo do Estado e, apesar da soma de interesses dos governos de Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, a União nenhum centavo aplicou na execução da obra.

A outra ligação férrea é um ramal da Ferrovia Norte e Sul, ligando São Paulo aos centros produtores em Dourados e Maracaju. Nelsinho assinalou que o governo federal não acatou a proposta de Mato Grosso do Sul para a ferrovia adentrar no Estado por Aparecida do Taboado, onde já existe a ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná, situação que geraria economia e maior oferta e fretes, sobretudo na região de Três Lagoas. “Eles (governo federal) sinalizaram o interesse de manter o projeto original, via Panorama (SP) mas nem sequer o projeto executivo está em curso”, criticou.

Para o pré-candidato do PMDB ir em frente, desafogando esse gargalo de logística, é um compromisso prioritário da próxima administração estadual. “Por situações que não aconteceram, como essa, é que entendo ser necessário dar uma guinada no governo do Brasil, entregando a administração a pessoas com mais capacidade gerencial e com visão de planejamento mais eficiente. Não pode um país como o nosso correr o risco de perder mercados por incapacidade de escoar a produção”.


Por: Wilson Aquino