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Em entrevista na manhã desta segunda-feira (24) ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) fez críticas ao governo estadual, confirmou o desejo de participar das eleições e disse que não acredita na renúncia do prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), para entrar na disputa deste ano.
Além de garantir que não há imposição do diretório nacional do PSDB para que o partido defina a política de alianças no Estado, Reinaldo reafirmou o compromisso de concorrer ao Senado na chapa a ser encabeçada pelo senador Delcídio do Amaral (PT).
“Tivemos convite do Delcídio, sabemos e respeitamos a decisão nacional, mas estamos trabalhando para ter autorização”, disse o tucano, acrescentando que a ideia é de o PT montar o palanque da presidente Dilma Rousseff e o PSDB o do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Estado.
Apesar de reconhecer as dificuldades para selar a aliança com os adversários em nível nacional, o deputado tucano disse que as lideranças políticas têm até o fim de março ou início de abril para se definir.
“Ninguém do PSDB vai impor, a decisão é do (diretório) regional”, avisou, referindo-se ao alinhamentopolítico com o PT em MS. Segundo ele, a aproximação com Delcídio deve-se ao mesmo pensamento de ideias. “Acho que se tiver essa aliança é boa para os dois lados, porque se não tiver, vão ter três ou quatro candidaturas e acho que será pior para o PT”, opinou.
Sobre a eventual composição com os petistas, Reinaldo disse que o PSDB tem realizado pesquisas e, segundo ele, a população tem entendido a proposta baseada nas ideias.
“A população quer saber qual o projeto que a gente vai defender, então é essa pauta que vamos defender”, acrescentou.
O que faz Reinaldo crer na composição da chapa é a posição do ex-presidente Lula que, segundo ele, deu aval para a formatação desse projeto no Estado.
“O próprio presidente Lula teve aqui e não vetou. Na semana passada, o Paulo Duarte (presidente regional do PT) esteve com o presidente nacional, Rui Falcão, e parece que teve o mesmo apoio”, atestou. “Pode ter a certeza, o que o regional decidir, o Aécio já nos deu o aval”, emendou.
Particularmente, o deputado descartou uma reaproximação com o PMDB do governador André Puccinelli, lembrando que a chapa já está praticamente fechada com o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad para o governo e a vice-governadora ao Senado.
Ao falar do cenário político atual, Reinaldo observou que, por enquanto, além da candidatura de Delcídio, existe a do PMDB como alternativa.
“Então, a chapa está fechada, seria muito estranho o PMDB não ter candidatura própria. É a chapa que vai defender o governo, que é o governo que está aí. O PMDB é um partido que parece um partido mexicano, totalitário”, criticou.
PENSANDO MS
Na entrevista, Reinaldo falou ainda sobre o projeto “Pensando Mato Grosso do Sul”, lançado pelo seu partido como forma de ouvir as reivindicações da população.
“Estamos ouvindo a população para saber as demandas. O Pensando MS norteia para isso, é investir na saúde, na regionalização, na educação, na segurança pública. Governo não é só fazer estradas, é investir em escola em tempo integral”, alfinetou, ao criticar o governo do PMDB que, segundo ele, gasta cerca de R$ 100 milhões no Aquário do Pantanal quando poderia aplicar em outros setores prioritários da administração pública.
Considerou especulação a possibilidade de candidatura de Murilo, mesmo reconhecendo que o PSB tem um projeto nacional que é eleger o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE).
“Até é possível porque o PSB tem a candidatura do Eduardo Campos, mas não acredito na renúncia. Ele (Murilo) está no segundo mandato, precisa se consolidar”, comentou, ao ser questionado sobre a possibilidade de o douradense entrar na disputa.