O deputado Cabo Almi (PT-MS), titular da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, suspeita que o concurso para agente tributário e fiscal de rendas do Estado, promovido pelas secretarias de administração e de fazenda, seja mais um concurso de cartas marcadas para contemplar parentes e amigos de alguns figurões que detém o poder político em Mato Grosso do Sul.
Em pronunciamento da tribuna de Assembleia Legislativa, o parlamentar cobrou lisura no processo de elaboração e execução do concurso conforme determina texto expresso da Constituição Federal em seu artigo 37 que determina o cumprimento dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
O parlamentar petista afirmou que o concurso apresenta vício desde sua origem, pairando dúvidas em toda a sociedade no que tange o chamado “jogo de cartas marcadas” onde já se sabe por antecipação quem vai passar, já que a banca examinadora é composta por muitos servidores comissionados e grande parte destes comissionados e outros funcionários com sobrenomes de grandes influências vão participar do concurso na condição de candidatos.
Cabo Almi condenou estas práticas de contemplar familiares e amigos e disse que os problemas domésticos devem ser resolvidos de outras formas e não à custa do estado e dos cidadãos que estudaram e se prepararam para o desafio de realizar um concurso deste nível.
Tenho a convicção e a certeza, que o clamor das ruas vai surtir efeitos para a lisura e a seriedade do concurso. Vamos acompanhar todo o processo e torcer para que o Tribunal de Justiça acate o pleito do Ministério Público e julgue procedente o pedido de reconsideração da concessão da liminar para a realização do concurso viciado e, no mérito determinar que o governo do estado refaça o edital e contrate uma nova banca examinadora de outro estado para realizar o concurso com transparência e enterrar de vez os resquícios do velho coronelismo em nosso Estado, concluiu o deputado Cabo Almi.
Fonte: Assecom