DENÚNCIA: Lixáo de Coxim com criancas trabalhando - Jornal Correio MS

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17/02/2014

DENÚNCIA: Lixáo de Coxim com criancas trabalhando


Estivemos no último sábado visitando o Lixão de Coxim e nos deparamos com uma situação degradante e inaceitável que não deve e não pode continuar. Constatamos a presença de idosos e crianças trabalhando sem qualquer proteção e notamos a falta de ação por parte do poder público municipal, conselho tutelar e Ministério Público. A máquina de esteira que era utilizada para enterrar os resíduos está estragada em torno de 30 dias e o que se vê é uma montanha de lixo que são revirados pelas pessoas, idosos e crianças que buscam produtos recicláveis para a venda e com isso aumentar a renda da família.

A realidade é subumana é cena comum encontrar no lixão na luta pela sobrevivência, homens, mulheres, idosos e até crianças, que vivem fincados no lixo garimpando entulhos sem nenhuma proteção, em busca do sustento diário; de comida e até de dias melhores; parece que são inerentes e, ao mesmo tempo, imunes à montanha de detritos.

O município não vem fazendo o mínimo, que é enterrar os detritos que chegam diariamente, pois a máquina de esteira está quebrada.

O DNIT doou ao município de coxim uma nova máquina de esteira na gestão da ex-prefeita que, no entanto, não está sendo utilizada no lixão, suspeita-se que esteja sendo utilizada para a extração de cascalho em alguma propriedade rural, porém, o Mixoc não conseguiu localizá-la.

Coxim era par ter seu Aterro Sanitário, quando na gestão do ex-prefeito Junior Mochi, foi investido cerca de 300 mil reais na construção que foi devidamente paga e o ex-prefeito atestou o recebimento da obra, que segundo o Ministério Público Federal, a obra não foi concluída, e com isso o hoje deputado Junior Mochi (PMDB) foi condenado a devolver os valores corrigidos aos cofres públicos e impedido de contratar com o poder público e de se candidatar por 8 anos, por improbidade administrativa, decisão que cabe recurso.

Ainda que a herança deixada pelo ex-prefeito Junior Mochi, seja o Lixão de Coxim e a freqüente negativação do município no CADIN, por conta da não conclusão da obra do Aterro Sanitário, a falta de ação da Assistência Social da atual gestão municipal e dos órgãos de fiscalização e controle (Câmara de Vereadores, Conselho Tutelar e principalmente o Ministério Público do Estado), é inaceitável, pois a situação envergonha e a população de Coxim e do Estado de Mato Grosso do Sul.

A gestão anterior da ex-prefeita Dinalva Mourão em trabalho conjunto com o IMASUL desenvolveu trabalho de destinação dos resíduos sólidos de forma consorciada com os municípios da região norte, e o prefeito Aluizio São José (PSB) com 01 ano de 02 meses de gestão não conseguiu caminhar com o projeto e, o que se vê é novamente a tentativa de captar dividendos políticos com o trabalho da ex-prefeita, ao dizer que está elaborando plano de Aterro Sanitário de forma consorciada com os municípios da região norte. Vai aqui um conselho prefeito: “Mostre seu trabalho e de crédito a quem tem, não faça cortesia com chapéu alheio”.

Na gestão de Aluizio São José, a realidade é crianças que deveriam estar na escola, é encontrada trabalhando de forma degradante no lixão da cidade, sem qualquer perspectiva de futuro.

Para o vereador Serginho do Bombeiro (PTN) que esteve conosco na visita ao lixão, além de um lixão abarrotado e de um sistema de coleta inadequado, ao lado do depósito há uma comunidade que vive paralelamente a miséria do lixo. A única solução para esse problema seria a construção do Aterro Sanitário.

“Sabemos que já era para termos um Aterro Sanitário em nosso município, mas devido a má aplicação do dinheiro público na gestão do ex-prefeito Junior Mochi, atual Deputado estadual do PMDB, que foi processado pela Justiça Federal e condenado a devolver o dinheiro vindo do Governo Federal ficamos sem o Aterro Sanitário”, disse o vereador.

O que o Mixoc espera com esta denúncia é que o Ministério Público atue com rigor para por fim ao trabalho das crianças no lixão de Coxim, se for o caso indo até o local e que determine que o município faça a inclusão das mesmas em programas de proteção social como o PETI. (programa de erradicação do trabalho infantil).

 por Edson Brandão