Marcado para as 10h, em Ipanema, 1ª manifestante só chegou às 11h.
Evento marcado em rede social tinha 50 mil convidados.
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| A jovem adere ao movimento pela liberdade do topless (Foto: Renata Soares/G1) |
O 'Toplessaço', protesto convocado em uma rede social para um topless coletivo na Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, atraiu mais curiosos que manifestantes na manhã deste sábado (21/12). Marcado para as 10h, na Praia de Ipanema, na altura da Rua Joana Angélica, Zona Sul do Rio, a primeira manifestante só chegou depois das 11h e, por volta das 11h30, apenas mais três mulheres haviam se juntado a ela. A baixa adesão não pode ser creditada ao mau tempo: apesar do céu encoberto, fazia calor na orla.
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Manifestação em Ipanema atrai poucas
mulheres (Foto: Renata Soares/G1)
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O evento, marcado no Facebook para 50 mil convidados, ficou oculto para o público por conta da "enxurrada de machismo", segundo a atriz e organizadora Ana Rios. Na sexta (20), voltou a ser público — e a ser alvo de ataques.
A proposta do encontro era promover um debate sobre a não-criminalização da nudez feminina e decretar o "fim da repressão policial sobre os corpos".
Origem do 'Toplessaço'
As produtoras teatrais Ana Rios e Bruna Oliveira tiveram a ideia durante a Marcha das Vadias, no dia 27 de julho. Enquanto os ativistas reivindicavam igualdade de direitos entre homens e mulheres, elas perceberam olhares de repressão de transeuntes.
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Manifestante mostra os seios em protesto em
Ipanema (Foto: Renata Soares/G1)
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"Durante a marcha, percebi que a existência do topless era muito agressiva. Ouvi várias pessoas falando coisas horríveis. Comentei com a Bruna como achava louco as pessoas terem uma reação tão violenta com o corpo feminino. Há uma aceitação em um contexto de compra e venda, mas não no contexto natural. Até em revistas de amamentação, é muito raro ver mulheres com os peitos de fora", disse a organizadora do evento ao G1 na sexta (20).
Do G1 Rio
Por: Renata Soares
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