Promotor vai pedir a retirada de ‘espumante infantil’ das prateleiras dos mercados de Campo Grande - Jornal Correio MS

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20/12/2013

Promotor vai pedir a retirada de ‘espumante infantil’ das prateleiras dos mercados de Campo Grande

Gôndola de supermercado em Campo Grande

Os refrigerantes em garrafas similares aos espumantes alcoólicos estão na mira da Promotoria da Infância e Juventude de Mato Grosso do Sul. De acordo com o promotor Sérgio Fernando Harfouche, a promotoria foi acionada após reclamações de pais e a confirmação de que há comercialização dos produtos em Campo Grande.

Segundo o promotor, mesmo não sendo uma bebida alcoólica, por apresentar similaridade na garrafa e estar sendo colocada à venda próximo às bebidas alcoólicas induz as crianças e adolescentes ao consumo do álcool. “Só o fato de fazer uma garrafa que imita uma garrafa de champagne revestida de motivos infantis induz ao consumo”, explica.

Ainda conforme o Harfouche, será solicitada por meio de uma medida judicial, a imediata retirada das bebidas dos supermercados. Como se trata de uma grande indústria que vende para todos os Estados do Brasil, o promotor também recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF). “A intenção é maligna. Travamos uma luta para afastar a gurizada das bebidas, das drogas e essa indústria quer ser pioneira na exploração deste segmento”, afirma.

Segundo o promotor, reclamação foi feita na quarta-feira (18) e no dia seguinte foi constatado que a bebida estava sendo vendida em alguns mercados. Um oficial da promotoria foi aos estabelecimentos e confirmou a venda. O Conselho Estadual Antidrogas foi acionado e deliberou uma iniciativa para estimular o consumo de bebidas alcoólicas.

Este é o terceiro ano que a empresa comercializa os refrigerantes em embalagens parecidas com as de espumantes da marca e é alvo de ações judiciais. No ano passado, em São Paulo, a Defensoria Pública enviou uma recomendação à empresa para que retirasse do mercado a bebida. No Paraná, a empresa foi alvo do Procon e o Ministério Público. Também foi determinado o recolhimento da mercadoria dentro de 24 horas.

A polêmica é semelhante à dos chocolates em formato de cigarros que foram retirados do mercado há vários anos por serem considerados um estímulo indevido ao consumo.


Fonte: Midiamax
Por:  Wendy Tonhati