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| Com fim do banco de horas, lojas foram alvo de "pente-fino". (Foto: Cleber Gellio) |
Maior motivo de denúncias dos funcionários do comércio, as horas extras foram alvo central da fiscalização realizada pelo Sindicato dos Comerciários nas lojas de Campo Grande.
De acordo com o presidente do sindicato, Ildemar da Mota Lima, a partir deste mês, uma mudança na convenção coletiva acabou com o banco de horas. Desta forma, todo trabalho extra deverá ser remunerado de forma adicional. “São 60% nas primeiras duas horas e 80% quando exceder esse tempo”, explica.
O comércio da Capital funciona em horário ampliado desde 7 de dezembro. Neste período, o sindicato já fez oito fiscalizações às lojas. “Na última semana, foram 20 denúncias, principalmente sobre hora extra”, diz.
A entidade também confere a obrigatoriedade de fornecer alimento e o descanso de 15 minutos na jornada de oito horas. Hoje, a varredura nas lojas centrais começou às 9h30 e não houve denúncias de irregularidades. Conforme Ildemar Lima, os funcionários optam pela denúncia anônima, pois temem retaliação.
De acordo com o sindicalista, em geral, os problemas são encontrados em empresas de médio e pequeno porte. “Tem estrutura menor, o quadro de funcionários pode ser insuficiente e pode acontecer de ser mal gerenciado”, relata Ildemar sobre as condições que mais favorecem a exploração dos trabalhadores. Hoje, o comércio abre até às 22h. Amanhã, véspera do Natal, as vendas vão até às 16h.
Fonte: cgnews
Por: Aline dos Santos e Zana Zaidan
