Após liminar do TSE, vereadores cassados voltam ao trabalho em MS - Jornal Correio MS

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19/12/2013

Após liminar do TSE, vereadores cassados voltam ao trabalho em MS

Paulo Pedra e Delei Pinheiro participam da última sessão do ano na Casa.
Alceu Bueno também recorreu ao TSE, mas recurso ainda não foi julgado.

Sessão na Câmara Municipal nesta quinta-feira
(Foto: Tatiane Queiroz/G1 MS)
Os vereadores Paulo Pedra (PDT) e Delei Pinheiro (PSD) participam da última sessão ordinária da Câmara de Campo Grande em 2013, realizada nesta quinta-feira (19/12), após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) conceder liminar permitindo que os parlamentares voltem ao cargo até que o recurso deles contra a cassação dos mandatos seja julgado.

A decisão do TSE foi tomada na quarta-feira (18). Os três parlamentares são acusados de compra de votos e abuso de poder econômico.

"A liminar fez justiça. Ganhamos a eleição nos votos, não foi no tapetão", afirmou Pedra.

Pinheiro disse que, após uma semana afastado, retorna ao trabalho com tranquilidade. "Fomos eleitos democraticamente pelo povo", defendeu.

A vereadora licenciada Tais Helena (PT), que teve o mandato cassado e também foi beneficiada pela liminar, disse ao G1 que vai recorrer até a última estância. "Respeito a decisão da Justiça, mas não concordo. Não há provas que justifiquem uma cassação", disse.

O presidente do legislativo campo-grandense, Mário César (PMDB), informou que a Câmara não foi notificada da decisão do TSE. “Mas, uma vez que a decisão é pública, os vereadores já podem voltar ao trabalho, assim como eles se afastaram, quando saiu a decisão da cassação, também antes de a Casa ser notificada”, explicou.

Além dos três parlamentares, Alceu Bueno (PSL) também foi cassado pelo TRE e recorreu ao TSE, no entanto, seu recurso ainda não foi julgado, segundo informações da Justiça Eleitoral, e ele segue afastado da atividade política.

Conforme recontagem de votos feita pelo TRE na quarta (18), ele seria substituído por Francisco Saci (PRTB) com a recontagem. A diplomação está marcada para as 17h (de MS) desta quinta-feira (19), mas pode ser cancelada caso Bueno obtenha a liminar.


Do G1 MS
Por: Tatiane Queiroz e Fabiano Arruda