Vereadores cassados dizem desconhecer e desaprovam protesto à permanência deles - Jornal Correio MS

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02/09/2013

Vereadores cassados dizem desconhecer e desaprovam protesto à permanência deles

Foto: Câmara-MS

Os vereadores que respondem a processo de cassação por suspeita de compra de votos (Alceu Bueno-PSL, Delei Pinheiro-PSD e Paulo Pedra-PDT) evitaram comentar a manifestação marcada para quinta-feira (5) na Câmara. A manifestação, com integrantes de cinco movimentos, é organizada via Facebook e tem entre os objetivos protestar contra a permanência de vereadores que respondem a processo na Mesa Diretora da Câmara.

Os processos atingem o presidente da Câmara, Mário César-PMDB, o primeiro-secretário, Delei Pinheiro, terceiro-vice-presidente, Alceu Bueno, e o terceiro-secretário, Paulo Pedra. Procurado pelo Midiamax, o presidente da Câmara não atendeu as ligações. Paulo Pedra e Alceu Bueno alegaram que não sabiam da manifestação e Delei Pinheiro lembrou que não teve direito a defesa.

Alceu Bueno preferiu dizer que não sabia da manifestação, mas usou a Justiça para se defender. “Só digo que estou cumprindo a lei. Não se discute, só cumpre. Existe lei e Justiça. Eles determinam se estão certos ou não”, declarou.

O vereador Paulo Pedra também alegou que não sabe do movimento. Assim, evitou fazer comentário, mesmo depois que a reportagem explicou que o protesto também atingiria vereadores que respondem por suspeita de troca de votos por combustível. “Não tenho nada a dizer. Não tenho coisa palpável. Não dá para comentar. Só quando tiver uma avaliação sobre o assunto”, justificou.

O vereador Delei Pinheiro foi o único que não se esquivou e defendeu peso igual para as duas situações. “O movimento entende que a liminar para baixar salário serve e a liminar que vai dizer se continuo ou não no cargo não serve”, protestou. Delei refere-se aos outros temas da manifestação, que também protestará contra a falta de transparência e o reajuste salarial do prefeito, vereadores e secretários, derrubado por meio de liminar no dia 28 de agosto.

“Não temo de forma alguma. Até porque todos têm que ser ouvidos. No meu processo não fui ouvido nenhuma vez. O combustível que comprei foi o TRE que autorizou a comprar. Até concordo que tem que baixar o salário. Tenho uma liminar para continuar com o mandato e acho que está certo também. Não há nenhum prejuízo, até porque quem concedeu a liminar foi o próprio TRE. Agora vou responder dentro do colegiado do TRE, que me autorizou a comprar o combustível”, concluiu.

A vereadora Thais Helena (PT) também responde ao processo por suspeita de troca de votos por combustível, mas atualmente ocupa a função de secretária de Assistência Social em Campo Grande. Os cinco vereadores foram cassados, mas permanecem nos cargos por meio de liminar até que o TRE julgue o caso.

Salário

Em decisão liminar, o juiz Amaury Kuklinski recomendou a suspensão do reajuste salarial do prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores, que poderão ficar sem o reajuste que a Casa de Leis municipal votou após as eleições até 2017.

Com isso, o prefeito, que recebia cerca de R$ 20,4 mil por mês, voltará a ter o salário de R$ 15,8 mil. Os vereadores passarão de R$ 15 mil para R$ 9,2 mil. Na decisão, o juiz opinou que o reajuste desrespeita a Lei de Responsabilidade Fiscal e foi autorizado de maneira equivocada, já que deveria ter sido apresentado como projeto de lei e não decreto legislativo.


Fonte: Midiamax
Por: Wendell Reis
Foto: Câmara-MS