Paulo Corrêa quer aumento do Fundo de Incentivo à Cultura para auxiliar alunos de MS selecionados pela Escola do Teatro Bolshoi - Jornal Correio MS

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25/09/2013

Paulo Corrêa quer aumento do Fundo de Incentivo à Cultura para auxiliar alunos de MS selecionados pela Escola do Teatro Bolshoi

Foto: ASSECOM


O deputado estadual Paulo Corrêa promoveu reunião na tarde desta quarta-feira (25/09) no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, para discutir formas de incentivar crianças e jovens do Estado, selecionadas para estudar na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, e afirmou que vai buscar o aumento dos recursos repassados ao Fundo de Incentivo à Cultura (FIC), com o objetivo de destinar parte do fundo para manter estudantes de MS selecionados pela instituição russa.

Durante a reunião a estudante Sul-Mato-Grossense Cecília Bassetto, de 10 anos de idade, fez uma apelo emocionante às autoridades do Estado. “Eu sei que nosso Estado tem condições de abraçar um projeto maior pela arte e pela cultura e, oferecer às nossas crianças mais essa oportunidade para que possam traçar novos caminhos. E que, através da arte, da dança e da cultura, possam descobrir uma realidade melhor (...). Sou uma das muitas filhas do Estado de Mato Grosso do Sul”, disse a menina. 

Disposto a proporcionar a mesma oportunidade obtida por Cecília a outras crianças de MS, Paulo Corrêa afirmou que nos próximos dias vai se reunir com o governador do Estado, André Puccinelli, para pedir auxilio financeiro. “Vamos solicitar ao governo do Estado aumento do Fundo de Incentivo à Cultura, que hoje está em 5%. Esse projeto do Bolshoi é de interesse de Mato Grosso do Sul. Em nome da cultura, em nome das crianças, vamos solicitar isso ao governador”, disse.

O parlamentar, que é presidente da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia, garantiu ainda que vai reunir os empresários para também solicitar ajuda financeira destinada aos alunos do Estado, já que, as casas que abrigam os estudantes podem ser mantidas tanto pelos Estados, quanto por ONG e instituições privadas.

Além de discutir a possibilidade de incentivar a aumentar o número de alunos sul-mato-grossenses na Escola do Bolshoi no Brasil, a representante da instituição Bernadete Costa, também detalho durante a reunião como é o funcionamento da escola, a estrutura, o processo seletivo, a inserção dos artistas no mercado de trabalho e as dificuldades enfrentadas pela falta de recursos.

Segundo ela, a escola, que é uma instituição privada sem fins lucrativos, foi implantada em 2000, com ajuda do prefeito local e conta com 12 salas com pianos, cantina, centro médico, biblioteca, laboratórios, entre outros. Os estudantes permanecem na instituição por cerca de 8 anos, onde praticam em média 5 horas de as atividades diariamente. A grade de estudos conta com dança folclórica, dança contemporânea, danças populares brasileiras, além de aulas de canto, instrumentos, dramatização, línguas, maquiagem, e outras.

Os cursos técnicos oferecidos são 100% gratuito, já que a missão da escola, considerada um projeto social, é formar artistas cidadãos e promover a arte, cultura e educação. “Nosso alunos são multiplicadores, disseminadores deste conhecimento e, depois de formados poderão atuar em outros projetos sociais, nas comunidades de onde vieram”, esclarecer Bernadete.

Segundo ela, o objetivo da visita a Mato Grosso do Sul é abrir as portas da Escola do Bolshoi para os alunos de MS. “Viemos esclarecer esta possibilidade de, assim como os outros estados, Mato Grosso do Sul ter uma casa social para abrigar os alunos. Este é o primeiro passo”, explicou.

O custo para um aluno se manter na escola do Bolshoi varia em torno de R$ 1,3 mil a R$ 2 mil reais, incluindo alimentação e gastos com roupas, aluguel e materiais de higiene.

Participaram da reunião a Diretora do Ballet Auxiliadora e do Ballet Dom Bosco, Suzana Dalabane Leite, a Diretora Artística do Só Dança da Escola Auxiliadora, do Ballet Dom Bosco e da Escola Nova Geração, Glaucia da Silva, Juliana Aissa, representando o presidente da Fundação de Cultura de MS, Américo Calheiros, e o prefeito de Antônio João, Celso Lozano, o pais da aluna Cecília Bassetto, Adalton Garcia e Iara Costa.

Fonte: ASSECOM