| Vice-presidente do PMDB/MS, Esacheu do Nascimento |
Continua evidente o racha interno no PMDB em torno do nome de Nelsinho Trad para concorrer à sucessão de André Puccinelli no ano que vem. Nesta sexta-feira (30/8), logo após a reunião de cúpula que teoricamente fechou a decisão, o vice-presidente peemedebista, Esacheu do Nascimento, disse que fica fora da campanha caso o nome de Trad se confirme.
Esacheu declarou que não participou da reunião porque estava ocupado resolvendo 'um dos desastres da administração Nelsinho Trad em Campo Grande', em referência ao rombo deixado na Santa Casa de Campo Grande após intervenção que deixou o hospital nas mãos do PMDB.
“Eu fui convidado desde a semana passada, mas tinha um compromisso na diretoria da Santa Casa, exatamente um desastre da administração do Nelsinho em Campo Grande. Então eu não pude ir”, disparou.
O vice-presidente da legenda do governador faz parte das lideranças que defendem a candidatura de Simone Tebet para a vaga de candidato do PMDB ao Governo de MS. Segundo ele, até a convenção de 2014, o nome de Nelsinho ainda pode ser revertido.
Para o vice-presidente, o nome que atende os anseios do partido hoje é da vice-governadora. “Eu sou favorável ao nome da Simone. Acho que a escolha do Nelsinho é uma decisão que me deixa fora da campanha política, uma vez que não tenho interesse nenhum em promover junto a população essa candidatura. Ao meu ver ele (Nelsinho) não serve para o MS”, avaliou.
Ele pontuou que essa decisão de cúpula descumpriu um acordo feito dentro do partido, de que as lideranças é que indicariam o pré-candidato, junto com os delegados dos diretórios municipais e representantes do partido.
“Essa decisão de cúpula descumpri o acordo e não atende os interesses da maioria das lideranças de MS. Eu não vou embarcar num acordo que enfia uma candidatura de cima para baixo e que a meu ver não terá sucesso nenhum. O acordo que tínhamos era primeiro ouvir, fazer uma consulta formal e não o que foi feito hoje. Esse não é o compromisso que assumimos com as lideranças”, reclamou.
Entretanto Esacheu disse que acredita em uma reviravolta já que a ferramenta política que decide pela candidatura é a convenção, que será realizada em 2014. “Somente a convenção pode oficializar, esse é o momento final. Então acho sinceramente que temos um espaço muito grande até lá para reverter essa decisão e conduzir novas discussões partidárias”, finalizou.
Fonte: Midiamax
Por: Diana Gaúna
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