Ritalina: Campo Grande é terceira capital em uso de droga para déficit de atenção - Jornal Correio MS

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14/08/2013

Ritalina: Campo Grande é terceira capital em uso de droga para déficit de atenção

Foto: Divulgação
Campo Grande está em terceiro lugar no ranking das capitais brasileiras que mais consomem o remédio Ritalina, utilizado principalmente para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção (TDAH) e hiperatividade em crianças. O relatório, divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fez com que a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul emitisse um alerta sobre os perigos do uso desse medicamento.

O remédio, que é popularmente chamado de “droga da obediência”, também é comumente utilizado por pessoas adultas para melhorar o desempenho intelectual ou para o emagrecimento rápido.

No entanto, essa substância apresenta diversos perigos por ser altamente viciosa e por apresentar problemas cardíacos, como doenças coronárias, arritmias cardíacas e anormalidades estruturais em alguns de seus consumidores. Além de agravar problemas psíquicos já existentes em pacientes que utilizam a droga durante períodos muito longos.

De acordo com dados recentes divulgados pela Anvisa, o medicamento vem apresentando um alto índice de utilização em todas as regiões do País. Em Mato Grosso do Sul, o índice apresentou um aumento percentual no consumo de metilfenidato de 60,9% entre o período de 2009 a 2011.

Na Capital, esse aumento percentual foi de mais de 228% para o mesmo período. Colocando Campo Grande lugar no ranking das capitais que mais utilizam o medicamento no Brasil, ficando atrás somente de Salvador e São Paulo.

Apesar de Mato Grosso do Sul não apresentar casos notificados de eventos adversos relacionados a esse medicamento junto ao sistema oficial de farmacovigilância, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul, o alerta foi emitido para avisar a médicos, farmacêuticos e a população sobre o perigo do consumo dessa substancia sem o devido acompanhamento médico.

Fonte: Midiamax
Por: Nealla Machado
Foto: Divulgação