O advogado de Raul Freixes, preso no último domingo (25/8), Douglas de Oliveira Santos,afirma que está tentando recorrer sobre a forma de cumprimento de pena de seu cliente. Entretanto,segundo ele, o processo teria ‘sumido estranhamente’ do sistema do TJ-MS (tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Douglas disse ainda que Freixes está com quadro de depressão e síndrome do pânico.
Conforme o advogado, o processo está ‘sumido’ desde a última sexta-feira (23). “Estamos tentando ter acesso ao processo junto ao TJ, porque estranhamente ele sumiu do sistema desde sexta-feira. Com isso estamos impossibilitados de exercer o contraditório e ampla defesa”, explicou.
O caso está transitado em julgado, ou seja, Freixes já esta condenado a cumprir quatro anos e oito meses em regime aberto. Contudo, o advogado declarou que esta tentando recorrer acerca da forma como será cumprida essa pena.
Douglas disse ainda que Freixes apresenta quadro de depressão e síndrome do pânico e que pretende conseguir sua liberação ainda nesta tarde. Desde domingo ele divide uma cela com outros presos.
A reportagem tentou entrar em contato com a assessoria do TJ-MS, mas não obteve sucesso.
Condenação
A condenação foi determinada pelo juiz da 2ª Vara de Execução Penal, Albino Coimbra Neto. Pela pena estabelecida pela Justiça, Freixes pode sair de dia para trabalhar, mas deve retornar a noite para dormir na cadeia.
Freixes foi condenado por desviar dinheiro público enquanto ocupava o cargo de prefeito em Aquidauana – distante a 143 km de Campo Grande. O MPE (Ministério Público Estadual) moveu ação penal contra ele e outros ex-servidores devido a uma retirada de R$ 61 mil dos cofres municipais.
Ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, além da inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública. A ficha de Freixes conta com outras condenações judiciais. Em 2008, o ex-prefeito também fopi condenado por simular pagamento a uma empreiteira no valor de R$ 100 mil, poucos dias antes de deixar a cargo na prefeitura.
Fonte: Midiamax
Por: Diana Gaúna
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