Redes sociais convocam greve geral, mas sindicatos negam participação em evento - Jornal Correio MS

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30/06/2013

Redes sociais convocam greve geral, mas sindicatos negam participação em evento

Imagem divulgada nas redes sociais chamando população para cruzar os braços


As convocações para uma greve geral na segunda-feira (1º/07) se multiplicam nas redes sociais, mas os sindicatos negam participação na paralisação. Integrante da direção da CUT-MS (Central Única do Trabalhador de Mato Grosso do Sul), Jefferson Borges Silveira, diz que os sindicatos estão organizando protestos para o dia 11, e se houver algo nesta segunda não tem a participação dos sindicatos que lutam por causas próprias.

Segundo ele, a mobilização que tanto se fala nas redes sociais não tem na pauta a reivindicação dos trabalhadores. A luta deles é por redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, fim da PEC 4330 que autoriza a privatização de diversos setores, fim do fator previdenciário e redução para 30 horas semanais da carga horária dos enfermeiros.

As informações nas páginas que tratam do assunto no Facebook estão soltas. Em uma busca, a reportagem encontrou pelo menos sete perfis “Greve Geral”. Mas, nenhuma tem alguma informação de quem fez a página ou algo preciso sobre a manifestação.

Uma imagem convocando para a manifestação está correndo na rede, o texto diz apenas: 1ª Greve Geral contra a corrupção. Temos que mostrar que vivemos em uma democracia e que a população acordou. Dia 01 de julho”.

Em todo o país

Nacionalmente, a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) também afirmam que não há qualquer paralisação programada para esta próxima segunda-feira. "(O ato de) 1º de julho não é do movimento sindical, de nenhuma central, não é de nenhum sindicato, não é de nenhuma federação. É fria", alertou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

Segundo o dirigente, os eventos agendados pelas redes sociais estão criando informações desencontradas que não correspondem com a realidade. "O Facebook é apenas uma rede social, qualquer um escreve o que quiser. O trabalhador deve seguir a orientação do seu sindicato", afirmou. "Quem convoca greve geral é sindicato e não eventos do Facebook", afirma a CUT em nota.

"Nem a CUT nem as demais centrais sindicais, legítimas representantes da classe trabalhadora, convocaram greve geral para o dia 1º de julho", diz o texto da central sindical, que acusa "grupos oportunistas" pela criação do evento no Facebook.

"A convocação para a suposta greve geral do dia 1º, que surgiu em uma página anônima do Facebook, é mais uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os/as trabalhadores/as, que querem confundir e gerar insegurança na população. Mais que isso: colocar em risco conquistas que lutamos muito para conseguir, como o direito de livre manifestação", completa a nota. (Com informações nacionais do Portal Terra)

Fonte: Midiamax
Por: Mayara Sá
Foto: Reprodução/Facebook