Cassação de Mário César garantirá terceiro vereador ao PSDB na Câmara - Jornal Correio MS

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27/06/2013

Cassação de Mário César garantirá terceiro vereador ao PSDB na Câmara

Secretário de Educação de Bernal, 
Chadid assumirá vaga na Câmara
O PSDB será o grande beneficiado se confirmada à cassação do presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Mário César (PMDB). Com a saída dele, o PSDB passaria de dois para três vereadores na Câmara, já que garantiria a última vaga, baseada na sobra de votos, ao atual secretário de Educação, José Chadid (PSDB).

A saída de Mário retira 5.487 votos da coligação PMDB/PR, que elegeu Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Grazielle Machado (PR), Dr. Jamal (PR), Mário César e Vanderlei Cabeludo (PMDB). Com isso, em vez de sete vereadores, cinco pelo quociente, e dois pela sobra, o PMDB ficaria com cinco eleitos pelo quociente e apenas um pela sobra. Esta única vaga pela sobra alivia Cabeludo, que assim, pode se manter na Casa.

Para chegar a quantidade de votos suficientes para eleger um vereador, a Justiça Eleitoral divide o número de votos válidos pelo número de cadeiras na Câmara. Com os votos de Mário César, seriam necessários 14.895 votos para garantir um vereador. Já sem os votos dele, este número caiu para 14.705.

Como exemplo do cálculo, citamos o caso do PMDB. Sem os votos de Mário César, o partido conseguiu 83.548 votos. Dividindo-se este total pelo quociente, de 14.705, o PMDB garantiria cinco vereadores na Câmara. Esta eleição por quociente garantiu vaga direta a 23 vereadores, sendo cinco da coligação PMDB/PR; cinco para PDT/ DEM/ PSB/ PT do B; três a PDT/ DEM/ PSB/ PT do B; três para PSC/ PSDC/ PSD; duas para o PT e PSDB e uma para PP, PPS/ PHS/ PMN e PTB.

Eliminadas as vagas baseadas no quociente eleitoral, sobraram seis vagas para serem distribuídas nas chamadas “sobras”. Para chegar ao candidato que garante a vaga, divide-se o número de votos válidos atribuídos a cada coligação pelo número de lugares por eles obtidos, mais um, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher. Nesta conta, com quociente partidário de 5,68, divido por seis, a coligação PMDB/PT garantiu uma sobra para Vanderlei Cabeludo (PMDB), com 0,94 de sobra.

Pelo mesmo processo, as demais vagas ficaram com o PT (Ayrton do PT), 0,96, PP (Waldecy Chocolate), 0,90, coligação PDT/ DEM/ PSB/ PT do B, garantindo Eduardo Romero (PTdoB), com 0,85, e para a coligação PSC, PSDC e PSD, que com 0,85, também garantiu Coringa (PSD).

Repetindo a conta, já contando com uma vaga de sobra de Vanderlei Cabeludo, o PMDB perde a vaga sem os votos de Mário César, já que passa de 0,85 para 0,81, perdendo para o PSDB, com 12.215 votos, ou 0,83. Este resultado garante o secretário de Educação Chadid na Câmara e coloca Magali Picarelli (PMDB), outra vez, na suplência.

Mário César foi afastado do cargo de vereador por suspeita de compra de volto por meio de doação de combustível. Ele tem até esta quinta-feira (27) para recorrer da decisão e tentar uma liminar que lhe garanta no cargo até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) defina se concede ou não a liminar. Se não conseguir, a Câmara vai pedir para o TRE indicar quem será convocado. A partir disso, dará posse ao novo vereador e fará a eleição para o novo presidente.

Fonte: Midiamax
Por: Wendell Reis
Foto: Arquivo Midiamax