Pesquisa da Semac aponta variação de 3,89% no custo da cesta básica na Capital - Jornal Correio MS

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01/02/2013

Pesquisa da Semac aponta variação de 3,89% no custo da cesta básica na Capital





A Secretaria Estadual de Planejamento (Semac) divulgou nesta sexta-feira (1º) a pesquisa sobre o custo da cesta básica alimentar em Campo Grande no mês de janeiro. O levantamento aponta uma variação de 3,89% na Cesta Básica Individual em relação à pesquisa do mês anterior.

Na Cesta Básica Familiar, que também inclui itens de higiene e limpeza, a alta foi de 2,34%.

Cesta Básica Individual

A Cesta Básica Individual registrou a importância de R$ 280,77, equivalente a 3,89% a mais que o valor de dezembro de 2012, que foi de R$ 270,25.

Dentre os 15 produtos que compõem a Cesta Alimentar, 10 produtos registraram variações positivas: batata 30,82%; tomate 19,10%; alface 11,18%; feijão 5,57%; macarrão 3,86%; margarina 3,54%; pão 2,91%; açúcar 1,49%; laranja 0,88% e óleo 0,28%. Os produtos que apresentaram queda de preços: carne 3,86%; sal 2,17%; arroz 2,04%; leite 1,40% e banana 0,28%.

O acumulado nos últimos 12 meses assinala aumento de 11,30%. Se for considerado o período dos últimos seis meses, a variação é um pouco menor, de 8,89%.

Análise

As principais regiões produtoras de batata estiveram com dificuldades para a colheita devido às chuvas ocorridas no período, o que reduziu sua oferta no mercado interno, registrando aumento de preço 30,82% em relação ao mês anterior. O tomate está com redução de área plantada no Brasil e com baixa qualidade do produto, diminuindo a sua oferta no mercado nacional e ocasionando alta de preço 19,10%.

As cotações da carne no mercado atacadista assinalaram baixas no período, influenciando sua queda de preço 3,86%. Com a regularização dos estoques de sal no mercado interno, aumentou o volume ofertado do produto causando queda de preço 2,17%.

Variação dos preços no acumulado semestral

Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: batata, tomate, arroz, margarina, alface e macarrão. Destacamos também os produtos em queda: açúcar, feijão, banana, leite e carne.

Quanto à renda mensal, a pesquisa constatou que em janeiro o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 678,00 precisou comprometer 41,41% de sua renda para aquisição da Cesta Alimentar, restando-lhe R$ 397,23, para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros.

A análise ainda registra uma comparação com a situação de dez anos atrás. Em janeiro/2003 a Cesta Básica era de R$ 146,27 para um salário mínimo de R$ 200,00 – o comprometimento, então, era de 73,13%. Isso deve a política de valorização do salário mínimo que ocorreu em 2004. Essa política teve como critérios o repasse da inflação do período entre as correções, o aumento real pela variação do PIB e antecipação da data-base de revisão a cada ano até ser fixada em janeiro, que ocorre desde o ano 2010.

Cesta Básica Familiar

O custo da Cesta Básica Familiar no mês de janeiro/2013 apresentou alta de 2,34% em relação ao mês anterior, registrando a importância de R$ 1.223,41. No levantamento anterior o valor foi de R$ 1.195,46.

As variações acumuladas apresentaram índices positivos: nos últimos 12 meses 6,94%; no ano 2,34%; e nos últimos seis meses 5,92%.

Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 29 apresentaram alta de preço, 12 apresentaram queda e 03 mantiveram seu preço inalterado.

No grupo Alimentação (32 produtos), a pesquisa apresentou variação positiva de 2,37%. Os produtos em alta foram: batata 30,83%; tomate 19,15%; cebola 16,35%; cenoura 13,61%; alface 11,18%; café 6,39%; couve 6,01%; feijão 5,54% e farinha de trigo 4,32%. Os produtos em queda foram: carne 3,86%; manteiga 2,65%; sal 2,17%; mamão 2,09%; arroz 2,06% e leite 1,40%. Doces e pão doce mantiveram seus preços inalterados.

Análise das variações dos alimentos

Com o início da entressafra da cebola 16,35% e da cenoura 13,61% diminuiu o volume ofertado no período pesquisado, elevando seus preços. As temperaturas quentes e as chuvas acima do normal diminuíram a produtividade da alface, o que aumentou seu preço 11,18%.

A produção de leite no período foi elevada, aumentando seu volume no mercado interno, registrando queda de 1,40% e influenciando queda de um de seus derivados, a manteiga 2,65%. Com o clima favorável para a produção do mamão, sua oferta no mercado nacional aumentou e causou queda preço 2,09%.

Higiene e Limpeza

Grupo Higiene Pessoal, pesquisado na cesta familiar, registrou alta de 0,92%. Os produtos que contribuíram para essa alta foram: papel higiênico 3,13%, absorvente 2,13% e lâmina de barbear 0,68%. Registro de queda foi apontado para dentifrício 1,88%. Sabonete não apresentou alteração de preço.

No que se refere ao Grupo Limpeza Doméstica, houve alta de 2,65%, destacando os seguintes produtos: sabão (pó) 6,28%, detergente 4,46%, sabão (barra) 3,61% e cera em pasta 0,31%. Os produtos que apresentaram redução de preço: água sanitária 3,87%, desinfetante 1,75 esponja (aço) 1,47%.

Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 36,09% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, ou R$ 3.390,00, para atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior foram registrados 38,44% de comprometimento.

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