Sindicato aponta uma média de 200 policiais rodoviários desistem da carreira anualmente.
Policiais Rodoviários Federais entraram em greve nesta segunda-feira, 20. A categoria aponta que 80% de seu efetivo aderiu à paralisação, porém manterá os 30% exigidos por lei. Os agentes pedem uma reposição das perdas salariais, pois existe uma defasagem desde 2008.
Os policiais farão o atendimento apenas de casos de urgência e emergência.
De acordo com o presidente do sindicato, Marcus Khadur, atualmente a categoria conta com 387 profissionais na ativa. Destes, 25% trabalham em setores administrativos. “As tentativas de negociação vêm ocorrendo há pelo menos dois anos, porém o governo nunca se propôs a discutir qualquer proposta. A greve vem a ser o último recurso, depois de todas as negativas do governo.”, lamenta.
Devido à proximidade da fronteira e a posição estratégica do Estado, o presidente do Sindicato avalia que seriam necessários pelos menos 1.300 profissionais. “Os postos de Dourados e de Paranaíba estão fechados por falta de policiais.”
Khadur explica ainda que desde 2006, uma média de 200 policiais por ano migraram para outras profissões por considerarem os salários muito baixos.
“Hoje contamos com 13.098 vagas, para um efetivo de 9.000 policiais. Uma defasagem de 4.098, vagas.
Nesta terça-feira, a categoria fará uma mobilização em frente à superintendência da PRF/MS, onde os agentes que possuem função de chefia entregarão seus cargos. Conforme o Sindicato, um policial que ocupe cargo de chefia recebe um subsídio de R$ 300. O salário inicial de um agente é de R$ 5.800.
Fonte : Midiamax
Crédito da imagem : Eduardo Orácio
Crédito da imagem : Eduardo Orácio