O PT homologou neste domingo, durante convenção ocorrida na Câmara de Vereadores, a candidatura do deputado federal Vander Loubet à prefeitura de Campo Grande, mas irá para o confronto sem ainda saber quantos partidos terá em sua coligação.
Durante o ato político, os principais líderes petistas garantiram fechar a chapa com a participação do PCdoB, PSB, PRD e PSL. No entanto, ainda há indefinições em uma ou duas dessas legendas.
O comando regional do PSB negou, em entrevista aoCONJUNTURA ONLINE, a versão de que o partido fechou questão em torno da candidatura de Vander e deu como praticamente definido apoio ao deputado federal Edson Giroto (PMDB).
Os principais líderes petistas revelaram ainda esperar o apoio do PSD, presidido no Estado pelo empresário e ex-suplente de senador Antonio João Hugo Rodrigues.
O dirigente do PSD espera a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito do tempo de TV para definir se será candidato a prefeito. Hoje, o partido teria direito a 28 segundos.
Vander também ainda não sabe quem será seu companheiro de palanque. Durante a convenção, que lotou o plenário da Câmara, o deputado estadual Cabo Almi (PT) afirmou ter sido convidado por Vander para ocupar a vaga e que está à disposição do partido.
Apesar do eventual encaminhamento em torno de chapa puro sangue, o senador Delcídio do Amaral e o deputado estadual Pedro Kemp não acreditam nessa possibilidade, dando a entender que a vaga deverá ficará mesmo para um dos partidos aliados.
CONVITE OFICIAL
O comando da campanha de Vander não incluiu a fotografia do ex-governador Zeca do PT no convite oficial da convenção que o partido realizou com pompa na Capital.
O nome de Zeca, que governou Mato Grosso do Sul por oito anos, também não apareceu no texto do convite, que destacou apenas os governos do então presidente Lula e de Dilma Rousseff.
Indício de que a unidade partidária ainda não está consolidada foi a presença de Zeca do PT nas galerias da Câmara juntamente com populares, enquanto que os principais cardeais do partido fizeram parte da mesa das autoridades. O próprio ex-governador considerou de humildade o gesto de ficar no meio do povo.
Vander enfrentará nas eleições municipais deste ano, além de Edson Giroto, outro colega de Câmara, Reinaldo Azambuja (PSDB).
Zeca, que deixou seu último governo com graves acusações de desvio de dinheiro público, deve disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores da Capital nas eleições de outubro, conforme tem defendido publicamente.
O deputado estadual Alcides Bernal (PP) também é pré-candidato à sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). No entanto, ainda está aberto ao diálogo para possíveis entendimentos e eventual aliança com outro grupo político.
“Nosso partido vai dar a largada à corrida pela sucessão municipal, unido, fortalecido e pronto para promover um amplo e profundo debate sobre a cidade que desejamos para o presente e para o futuro. O PT já provou que sua forma de governar dá certo por meio dos oito anos do governo Lula e agora com a Dilma. Agora é a hora de trazer esse projeto para a esfera municipal de Campo Grande”, explicou Vander, cuja matéria de autoria da assessoria do parlamentar foi postada no seu site oficial na Internet e em seu Facebook.
No convite oficial da festa petista, cujo slogan é “Agora é a Nossa Vez”, aparece na fotografia, além de Vander, Lula e Dilma, o senador Delcídio do Amaral (PT).
Vander considerou a convenção um momento importante para o projeto do PT, alegando que o evento coloca ponto final aos boatos e especulações de que ele não seria o candidato a prefeito do partido.
O parlamentar também lembrou que o PT sempre apresentou em suas campanhas o diferencial de propostas atualizadas e ajustadas às aspirações do conjunto da sociedade.
“Não será diferente desta vez. O PT e os partidos aliados terão um programa de governo realista e objetivo para Campo Grande, voltado essencialmente aos direitos sociais e à promoção humana como condições insubstituíveis do processo de desenvolvimento. E isso vale para setores onde a maioria da população mais está sofrendo, como os serviços de saúde, transporte coletivo, trânsito e tarifas e impostos. Serão propostas arrojadas, mas absolutamente possíveis de serem colocadas em prática para melhorar a vida dos campo-grandenses e preparar nossa cidade para seu primeiro milhão de habitantes”, colocou.
Willams Araújo
A.Ramos/Capital News
