A CMO (Comissão Mista de Orçamento do Congresso) aprovou na quinta-feira, 15, o relatório setorial de infraestrutura na área de transportes, minas, energia e comunicações do Orçamento da União de 2012, elaborado pelo senador Delcídio do Amaral (PT/MS).
No caso específico de Mato Grosso do Sul, o documento propõe, inicialmente,investimentos de R$ 125,9 na pavimentação e conservação de rodovias, entre elas as BRs 163, 419 e 262. Esse valor poderá ser acrescido a partir de negociações que estão sendo conduzidas por Delcídio e a bancada do Estado em Brasília junto ao relator-geral do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia(PT/SP).
O relatório prevê R$ 50,5 milhões para a realização de adequações em toda a extensão da BR 163, da divisa de Mato Grosso do Sul com o Paraná até a divisa com Mato Grosso; R$ 35,8 milhões para a manutenção de todas as rodovias federais que cortam o estado; R$ 13 milhões para a construção de uma ponte sobre o Rio Paraná, entre Três Lagoas (MS) e Castilho(SP); R$ 600 mil para o desenvolvimento de estudos e projetos relacionados a BR 163 na travessia urbana de Dourados e R$ 25,7 milhões para pavimentação da BR 419, no trecho que corta a região do Pantanal, entre os municípios de Rio Verde e Aquidauana.
O senador considera excelente o resultado das negociações que permitiram a aprovação do relatório.
"Aprovamos um documento que comporta as principais necessidades de cada estado da federação. Agora vem o ajuste fino, com o texto final do deputado Arlindo Chinaglia. Mantivemos os principais projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal) e previmos obras fundamentais de infraestrutura em todos os estados", disse Delcídio. revelou.
Delcídio detalhou os critérios que nortearam a elaboração da proposta de infraestrutura.
"Usamos a média dos orçamentos dos últimos cinco anos para atender as bancadas de todo o país. Desse modo, chegamos a um número factível, consistente, que tem sido aprovado anualmente no histórico de 2007 para cá. Valoramos o Orçamento com o índice da inflação acumulada dos últimos quatro anos cerca de 20%", explicou.
Por: Edmir Conceição
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