Medidas da Fazenda atingem papéis de 8 setores da bolsa, dizem analistas
As medidas afetam o consumo, a bolsa e outras indústrias
São Paulo – O pacote do governo para incentivar a economia divulgado na quinta-feira pode afetar positivamente ações de empresas que fazem parte de 8 setores na bolsa brasileira (Varejo, Consumo, Shoppings, Construção Civil, Autopeças, Bancos, Bolsas e Alimentos)apontam os analistas da Ativa Corretora Armando Halfeld, Artur Delorme, Julia Monteiro e Luciana Leocadio.
“Estas medidas, anunciadas um dia após a decisão de mais um corte de juros pelo BC, evidenciam o grande esforço promovido pelo governo para estimular o crescimento econômico em 2012, diante do cenário internacional conturbado”, explicam eles em um relatório.
As 4 medidas:
1 - O decreto do ministro da Fazenda, Guido Mantega, eliminou a alíquota de 2% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para o investimento estrangeiro em ações, em títulos privados de longo prazo com duração acima de quatro anos, e de 3% para 2% ao ano para o crédito para pessoa física.
2 - Além disso, foi reduzido o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a linha branca (fogão, geladeira, congelador, lavadoras de roupas e tanquinhos). O IPI também caiu de 10% para 5% sobre esponja de aço e de 15% para zero o sobre papel sintético (papel de plástico), destinado à impressão de livros e periódicos.
3 - A classificação de imóvel popular para ingresso no Regime Especial de Tributação (RET) da Construção Civil aplicável às incorporadoras imobiliárias com projetos no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida subiu de 75 mil para 85 mil reais.
4 – A alíquota de PIS/Cofins reduziu de 9,25% para zero sobre massas até junho do ano que vem e até dezembro de 2012 a desoneração sobre trigo, farinha de trigo e pão comum.
Varejo
“Acreditamos que estas medidas deverão impulsionar as vendas no varejo neste fim de ano e no 1T12, cabendo destacar Magazine Luiza, B2W, Grupo Pão de Açúcar, Lojas Americanas como as companhias mais afetadas pela a redução de IPI para linha branca”, afirma a Ativa.
Por: Gustavo Kahil, de 
Marija Jure / SXC