Com apitos, cartazes e dançando ciranda, manifestantes protestaram em frente ao palanque onde estavam o governador André Puccinelli (PMDB), o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), além de deputados estaduais e federais, na manhã desta quarta-feira (7). O protesto aconteceu após o termino do desfile cívico em comemoração ao dia 7 de Setembro, Independência do Brasil.
Os manifestantes foram cercados por policiais militares e policiais do Exército e só puderam protestar em um pequeno espaço onde dançaram ciranda, cantaram e gritaram palavras de ordem.
O manifestante Carlos Silva, 34 anos, que é técnico de segurança, explicou que eles não foram autorizados a se manifestar, então resolveram ficar em frente ao palanque e com cartazes dizendo Basta Corrupção, Imposto e Hipocrisia fizeram um apitaço. “Nós não vamos atrapalhar o desfile. Ficamos aqui em frente do palanque para que as autoridades nos vejam”, explica.
Silva comenta que em Campo Grande cerca de 500 pessoas fazem parte dessa campanha contra a corrupção. Ele explica que isso começou nas redes sociais e agora já toma forma. "Nós já nos reuníamos para discutir. O problema é que o jovem não tem muita informação. Nós não queremos discutir política partidária e sim políticas públicas”, argumenta.
Ele informou que integrantes do projeto foram para outras cidades para fazer protesto durante os desfiles.
Esse protesto que começou nas redes sociais tem o lema “Vamos vestir negro no 7 de setembro”, pedindo que os brasileiros vistam luto no Dia da Independência.
A última vez que o Brasil vestiu negro, em 16 de agosto de 1992, foi uma resposta ao pedido do então presidente Fernando Collor para o povo o apoiar vestindo verde e amarelo.
A campanha prega que “O dia da Pátria pode ser o Dia da Reação”, para “mostrar ao mundo que não aprovamos e não aceitamos a corrupção e a impunidade que políticos sujos impõem ao Brasil”.
Manifesto contra a corrupção marcou o 7 de setembro em Campo Grande
Entre as bandeiras defendidas pelo movimento estão o fim da impunidade parlamentar, fim do voto secreto, a redução pela metade do número de deputados, maior agilidade do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento dos processos de corrupção no setor público, e condenação dos políticos corruptos no STF.
Fonte: midiamax
Por: Eduardo Penedo
Foto: Amaprim Lakatos