Mães falam de drama vivido por filhos com doença rara em MS - Jornal Correio MS

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04/09/2011

Mães falam de drama vivido por filhos com doença rara em MS


mãe de filho com púrpura (Foto: Aliny Mary/ G1 MS)
Mãe afirma que doença foi diagnosticada depois que
Yan foi internado por uma virose (Foto: Aliny Mary)

 Há quase um ano, a técnica em radiologia Juliana Faria Muzili, 25 anos, descobriu que o filho Yan Faria Muzili, 3 anos, era portador de uma doença rara que impossibilita o contato com outras crianças. A púrpura trombicitopênica idiopática, a chamada púrpura, atinge o sistema imunológico e, segundo os médicos, um simples resfriado, pode ser fatal.
Um hemograma realizado na época apontou que Yan tinha 2 mil plaquetas por mm³ de sangue, quando o normal para uma criança nessa idade, de acordo com os médicos, é 150 mil.


O cancerologista e oncologista pediatra responsável pelo tratamento do garoto, Atalla Mnayarji, explica que a doença também acarreta dificuldades na coagulação. “A hemorragia é o mais preocupante, uma pancada simples pode causar proporções sérias”, afirma o especialista.

Além da púrpura, Yan também foi diagnosticado com diabetes. A mãe relata que os médicos não souberam explicar se alguma das duas doenças influenciou a outra. Ela diz viver um verdadeiro dilema, pois, com a diabetes, seria necessário que o menino praticasse atividades físicas, mas a púrpura impede o contato com outras crianças.
 

Outro Caso
Cleide Mendes, de 23, anos perdeu a filha de 10 anos em novembro de 2010 vítima da púrpura, menos de oito meses após o diagnóstico.
 
A mãe conta que percebeu pequenas manchas roxas na pele da filha e quando a levou no médico, foi constatada baixa quantidade de plaquetas no sangue. Exames apontaram que a menina tinha a doença.

Juliana explica que, por causa do problema, o menino não pode ir à escola ou praticar qualquer tipo de atividades que envolva o contato com outras crianças.

“Todos os dias ele pede para eu levá-lo na escolinha, me corta o coração, mas se ele tiver contato com uma criança com gripe por exemplo, ele fica muito doente e eu tenho muito medo”, diz a técnica em radiologia.

O problema foi diagnosticado após 18 dias de internação com suspeita de uma virose, em agosto de 2010. “Meu filho estava muito ruim, ele não queria comer, estava muito alterado, sentia muita sede e muita vontade de ir ao banheiro”, conta Juliana.
Mãe afirma que Púrpura impede que Yan tenha contato
com outras crianças.
Fonte: G1 MS
(Foto: Aliny Mary/ G1 MS)